História da literatura portuguêsa desde as origens até á actualidade

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F. França Amado, 1914 - 758 sider
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Side 211 - Aquela cativa, Que me tem cativo, Porque nela vivo Já não quer' que viva. Eu nunca vi rosa Em suaves molhos, Que para meus olhos Fosse mais formosa.
Side 680 - Num sonho todo feito de incerteza, De nocturna e indizível ansiedade, É que eu vi teu olhar de piedade E (mais que piedade) de tristeza... Não era o vulgar brilho da beleza, Nem o ardor banal da mocidade... Era outra luz, era outra suavidade, Que até nem sei se as há na natureza. Um místico sofrer... uma ventura Feita só do perdão, só da ternura E da paz da nossa hora derradeira... Ó visão, visão triste e piedosa! Fita-me assim calada, assim chorosa...
Side 652 - Que te feriu sem dó. As linhas puras De teu perfil, falhadas. tortuosas, Oh mutilada cruz, falam de um crime Sacrilego, brutal e ao impio iuutil!
Side 274 - Que passará de hum milhão E meio, a vender barato. Casarei rica e honrada Per estes ovos de pata, E o dia que for casada Sahirei ataviada Com hum brial d'escarlata,
Side 60 - Quando vej' esta cinta que por seu amor trago e me nembra, fremosa, como falamos ambos. Alva e vai liero. — Al flores, ai flores do verde pino, se sabedes novas do meu amigo? Ai, Deus, eu é? Ai flores, ai flores do verde ramo, se sabedes novas do meu amado? Ai, Deus, eu é? Se sabedes novas do meu amigo, aquel que mentiu do que pôs comigo?
Side 213 - De esperança em esperança E de desejo em desejo; Mas, em vida tão escassa, Que esperança será forte? Fraqueza da humana sorte: Que quanto da vida passa Está recitando a morte! Mas deixar nesta espessura O canto da mocidade! Não cuide a gente futura Que será obra da idade O que é força da ventura...
Side 210 - Sete anos de pastor Jacob servia Labão, pai de Raquel, serrana bela: Mas não servia ao pai, servia a ela, Que a ela só por prémio pretendia. Os dias na esperança de um só dia Passava, contentando-se com vê-la: Porém o pai, usando de cautela, Em lugar de Raquel lhe deu a Lia.
Side 209 - Alma minha gentil, que te partiste Tão cedo desta vida, descontente, Repousa lá no Céu eternamente E viva eu cá na terra sempre triste. Se lá no assento etéreo, onde subiste, Memória desta vida se consente, Não te esqueças daquele amor ardente Que já nos olhos meus tão puro viste.
Side 212 - Na alma se representaram; E minhas cousas ausentes Se fizeram tão presentes Como se nunca passaram.
Side 425 - E debaixo desta aparência tão modesta, ou desta hipocrisia tão santa, testemunham constantemente os dois grandes Doutores da Igreja latina e grega, que o dito polvo é o maior traidor do mar. Consiste esta traição do polvo primeiramente em se vestir ou pintar das mesmas cores de todas aquelas cores a que está pegado. As cores, que no camaleão são gala, no polvo são malícia; as figuras, que em Proteu são fábula, no polvo são verdade e artifício.

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